
Sem Vida
Sinta os meus dentes cravados em sua alma sugando sua vida lentamente, seus sonhos escorem no sangue que derrama...
Pouco depois a dor passa, você vai sentir que aquilo que eu faço é por amor,
O sangue passa de vc para mim e eu nem noto que acabo tomando a sua alma por esse gesto,
Tomo a tua alma semelhante a um vinho,
Porém desgostoso, inevitavelmente boto todo ele para fora,
Vômito-te e sinto você fugir,
Não existindo dor maior isolo-me, de tudo e todos,
E acabo tendo compania apenas de minha lágrimas que secam ao cair no duro chão,
A cada uma é como se ouvese um rasgo em minha alma,
Não te digo adeus mas lhe abandono sem deixar rastro,
Será melhor assim, espero que sofra para poder aprender que a dor vale mais que a conquista,
E ainda sim, não ouvirá mais mensionarem o meu nome pois temerosos recearão ao dize-lo,
Pobre sofredor será dito,
Mais eu sou quem possui suas almas, eu as tenho, e as jogo em um poço profundo de sangue para afogar-se,
E eternamente beber esse sangue impuro que sai de minhas veias, e acabaram padecendo no fundo do poço,
Misturando-se ao meu sangue e não sentirem mais suas vidas, E a minha prevalecerá.
(Alef Sartorato)
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